segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A idade de ser feliz

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
desconhecido

    Não sei... Se a vida é curta

    Não sei ... Se a vida é curta(Cora Coralina)Não sei ... Se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

    Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita.

    Alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

    E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja curta, nem longa demais mas que seja intensa verdadeira, pura ... Enquanto durar.



    sexta-feira, 14 de outubro de 2011

    Revolução da Alma- Aristóteles 360a.c.


    REVOLUÇÃO NA ALMA
    Ninguém é dono da sua felicidade. Por isso, não a entregue nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
    Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
    A razão da tua vida és tu mesmo.
    A tua paz interior é a tua meta!
    ... Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, leva o pensamento para os teus desejos mais íntimos e procura a divindade que existe em ti...
    Para de colocar tua felicidade cada dia mais distante.
    Não coloques objectivos longe demais de tuas mãos, abraca os que estão ao teu alcance hoje.
    Se andas desesperado por problemas financeiros, por amor ou por conflitos, procura em teu interior a resposta para acalmá-los. Tu és reflexo do que pensas diariamente.
    Um sorriso no rosto é um bom começo!
    Tu estará afirmando para ti mesmo, que está "pronto" para ser feliz.
    Trabalha, trabalha muito a teu favor.
    Pare de esperar a felicidade sem esforços.
    Parea de exigir das pessoas aquilo que nem tu conquistas-te ainda.
    Critiqua menos, trabalha mais.
    E, não te esqueças nunca de agradecer.
    Agradeça tudo que está em tua vida nesse momento, inclusive a dor.
    Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja...
    Por fim, acredita que não estaremos sozinhos em nossas caminhadas, um instante sequer...
    Se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!
    Essa mensagem termina com um pensamento do filósofo grego Aristóteles:
    "A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."

    domingo, 10 de julho de 2011

    Definitivo

    Definitivo, como tudo o que é simples.
    Nossa dor não advém das coisas vividas,
    mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

    Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
    o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
    irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
    do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
    tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
    gostaríamos de ter compartilhado,
    e não compartilhamos.
    Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

    Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
    as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
    amigo, para nadar, para namorar.

    Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
    momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
    angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

    Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

    Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
    confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
    todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

    Por que sofremos tanto por amor?
    O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
    pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
    companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

    Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
    verso:

    Se iludindo menos e vivendo mais!!!
    A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
    está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
    na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
    sofrimento,perdemos também a felicidade.

    A dor é inevitável.
    O sofrimento é opcional...

    Carlos Drumond de Andrade

    domingo, 10 de abril de 2011

    Caminhos para curar-se da depressão

        
     Caminhos para curar-se da depressão
         Para muitas pessoas, depressão e uma doença onde só há lugar para a tristeza e o sofrimento. As pessoas depressivas são tomadas por pensamentos negativos, dormem e acordam esperando que lhe possam acontecer às piores coisas, não conseguem dar sentido a suas vidas, não conseguem enxergar uma luz no fim do túnel, não conseguem enxergar uma saída, afirmam não haver mais lugar neste mundo para elas. Faltam-lhe sonhos, expectativas, vontade para levar adiante a caminhada.
         É preciso lutar, lutar contra esse mal que assola a humanidade, e a maior arma é a fé. Fé que, conseguiremos vencer, fé em Deus, pois Ele nunca nos abandona. Li recentemente uma passagem da Bíblia (salmo 3; 4) que  diz: “Tu porém Javé, és o escudo que me protege, és  minha honra, aquele que me faz erguer a cabeça.”
         O amor que Deus tem por nós é infinitamente grande, caso contrário não teria dado a vida de seu próprio filho Jesus, para nos salvar. Então porque não confiar nos desígnios que Deus tem para nossa vida e lutar para superar as provações do mundo. Fazer sim como Jó, que mesmo depois das piores provações, orou, confiou e entregou sua vida ao Pai. Sigamos o exemplo dele, perseverantes na fé e na oração, mesmo diante dos momentos de dor, pois, depois da tempestade vem à bonança. Ergamos nossas cabeças e continuemos nossos trajetos.
           É claro que, aliados a fé e confiança em Deus, vem também à procura por um tratamento médico, pois a medicina é a porta de saída deixada por Ele para curar nossas dores do corpo.
    Senhor,
    Tu és o Bom Pastor.
    Eu sou a Tua ovelha.
    Em alguns dias, estou sujo;
    Em outros estou doente.
    Em alguns dias, me escondo;
    Em outros, me revelo.
    Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
    Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.
    Eu sou Tua ovelha, Senhor.
    Eu conheço a Tua voz.
    É que às vezes a surdez toma conta de mim.
    Eu sou Tua ovelha, Senhor.
    Não permita que eu me perca,
    que eu me desvie do Teu rebanho.
    Mas se eu me perder, eu Te peço, Senhor,
    Vem me encontrar.
    Amém.

    Escrito por: Cleidi
    Oração retirada do livro “Ágape”-Padre Marcelo Rossi 

    domingo, 3 de abril de 2011

    Amanhã

    Amanhã quero abrir a janela
    sentir o sol da manhã
    beijar as flores macias
    esquecer as imagens sombrias
    ver os pássaros derramando
    seu canto pelos jardins
    abrir minhas cortinas
    te encarar sem medo, amanhã
    Mas hoje a alma tão fria
    estertora, vazia
    irrompe em agonia
    Amanhã quero descer as escadas
    e ver os rostos carentes
    de afeto, reluzentes
    ouvir o sol da manhã
    romper pela luz do dia
    esquecer a paisagem vadia
    comer do fruto
    e beijar a flor
    Mas hoje o coração dispara
    acelera, estala
    se arrasta na sombra de fel
    Amanhã quero abrir a cortina
    ver água cristalina
    a borboleta no mato
    o pássaro na escada
    saltitante, carente
    o sol cantar mais um dia
    Mas hoje
    a alma em estertores, fel
    o coração agoniza
    espera, amor
    espera chegar a manhã
    (Escrito por Zailda Coirano)

    Tristeza

    Fatores Psicológicos

    Antes de falarmos sobre a tristeza, precisamos definir os tópicos que distinguem este sen- timento da depressão.
    A tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano. Todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. É a ausência de satisfação pessoal quando o indivíduo se depara com sua fragilidade. Enquanto a depressão é a raiva e a vingança digerida na pessoa. Na prática, é uma tentativa de devolver para os outros o que existe de pior em si.
    A raiva existente na depressão é resultado da total falta de vitalidade e motivação. Existe também uma infantilização, onde o indivíduo induz o ambiente a ampará-lo e dedicar atenção exclusiva a ele. A depressão inibe a coragem de enfrentar os desafios; regride a busca do prazer e contamina o ambiente a sua volta.
    A tristeza não chega aos limites citados na situação depressiva. Pelo contrário, é uma ferramenta valiosa para avaliação das metas de vida. Na infância, o modo de encarar a tristeza será definitivo para estabelecer a personalidade adulta.
    Infelizmente, na cultura ocidental não valoriza-se os aspectos emotivos. Assim, um indivíduo se desenvolve crendo que a tristeza é um sentimento negativo, que fragiliza e expõe a personalidade. Por exemplo, uma pessoa insatisfeita num âmbito social sente-se triste, mesmo não tendo uma concepção nítida do que é a tristeza. Neste momento cria-se uma dívida com o próprio passado; o elemento sente que poderia ter aproveitado melhor as outras oportunidades que teve, e que agora o fazem um homem fracassado.
    O descaso com os valores humanos acabam por expor o homem contemporâneo ao negativismo, e a busca excessiva pelos bens materiais e status social, compensa a carência sentimental, mas por outro lado, contamina e deturpa a noção de humanismo. Neste caso, a tristeza é apenas uma bússola que aponta a área emotiva mais afetada. Porém, outros sentimentos como o medo e a inveja funcionam como um alerta ao modo de vida desumano. A aceitação do fracasso e da fragilidade fica comprometida, já que o indivíduo direciona o motivo dos seus insucessos a outras causas, quando na verdade seriam apenas conseqüências. Portanto, fica claro que existe uma "auto-sabotagem".
    O egoísmo exacerbado, no qual o homem é induzido desde a infância, produz um vazio pessoal. Porém, o bem-estar esta diretamente ligado a satisfação alheia. Se não houver a solidariedade, ou seja, a profunda preocupação com o próximo, o citado "vazio da personalidade" irá expandir-se. A tristeza ocupa este espaço e desmotiva o indivíduo a dar continuidade na busca de qualquer outro valor.
    Outro fator que fortemente desencadeia a tristeza é a recusa. A dificuldade em aceitar o "não" torna-se desmotivante e abala a auto-estima. Por outro lado, a rejeição e a incapacidade frente a alguns obstáculos leva a quadros mais sérios e profundos da tristeza.
    Várias correntes de discussão psicológica determinam os ganhos secundários do estado de sofrimento. É notório que o indivíduo que sofre, desperta comoção no ambiente, neste caso a atenção dispensada por outros faz com que o indivíduo sinta-se acolhido. Cultivar a tristeza é apenas fazer a manutenção desse estado de atenção e acolhimento despertada, é manter-se afastado e protegido da competitividade e ambição que norteiam a sociedade contemporânea. Mas na maioria das vezes, a solidariedade e o altruísmo são hipócritas, porque a necessidade da auto-superação e status social faz com que o sentimento de comoção seja verdadeiro, mas o apoio sincero é substituído pelo prazer na derrota alheia. Assim, esta afirmação é concretizada pelo fato de que o assistencialismo não supre as carências afetivas; é apenas um retórico inconsciente que absolve a obrigação da solidariedade.
    Geralmente os indivíduos que sofrem de tristeza tem como característica básica de personalidade, impor a sua solidão pessoal para todas as pessoas que encontrarem no decorrer de suas vidas; como uma vingança contra seu sentimento que o martiriza. Assim, tornam-se retraídas, ciumentas e possessivas. Na questão sentimental, impõem ao parceiro uma eterna espera pela doação de seu lado afetivo.
    Embora muitas vezes sofremos com determinados relacionamentos, sabemos que a perda pode nos custar ainda mais caro. O maior obstáculo para qualquer tipo de mudança é a desconfiança quase que absoluta em nosso potencial, gerando um receio imenso sobre se conseguiremos construir algo; se os ventos estarão ou não a nosso favor; se o destino ainda poderá nos reservar um mínimo de satisfação perante todo o pesadelo diário em que muitas pessoas vivem.


    A face da tristeza

    Quando uma pessoa está triste, percebe-se um certo alongamento na face como se estivesse sendo puxada para baixo. A cabeça pode inclinar-se um pouco em um dos ombros. Além disso, geralmente a pessoa tem o rosto pálido e sem cor. Surgem também rugas horizontais na testa. Os cantos interiores das sobrancelhas se erguem, e as pálpebras superiores podem se abaixar. Unida a esse conjunto, a boca tem os seus cantos levemente caídos. Quando o queixo se eleva fica ainda mais marcante a descida da boca.

    Por Spectrum